A Amizade é um Vício;

Ela começa do nada, por um simples oi, empatia ou simpatia. E assim como o universo, que do nada veio, e se transformou no infinito, a amizade acontece da mesma forma; aos poucos, com cada detalhe se tornando um microorganismo. Juntos eles vão se transformando em um corpo só, unificados, modificados.

Como a nicotina, que preenche os pulmões e o cérebro, acalma e mata, a amizade acontece igualmente. Ela entra por cada poro, atua no organismo e te enaltece de alegria, mas te comprime lentamente. A amizade é um vício, ela equilibra o bem e o mal que é saber como e quando estar dentro da outra pessoa.

O amor, que sugere todo o tipo de sentimento bom e constante, metamorfoseia quase instantaneamente em ódio quando a amizade, amada, fere um desses sentimentos. O que um dia te fez bem e te completou, pode te matar, tão lentamente quanto o uso de uma droga.

Apesar do beneficio, a projeção no outro pode se tornar um malefício. O que deveria ser uma troca mutua de confidencias, de consciência, pode vir a se tornar um elo do mal, uma falcatrua maquiada de sorriso, uma mentira posta entre dentes. Um segredo sobre um sonho pode vir a ser um futuro pesadelo.

E exatamente como o universo e a vida, que há um começo, um meio e um fim, a amizade domina a alegria e a tristeza de uma vida inteira, e acaba-se por morrer. Seja pela morte natural do afeto, seja pela morte natural da vida.

(=

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